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Household InnovationDestaques Embalagem & DesignProdutos de limpeza doméstica ganham fórmula e frasco ecológicos

Produtos de limpeza doméstica ganham fórmula e frasco ecológicos

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Novos negócios conquistam consumidores alérgicos ou avessos a petroquímicos e plásticos

O mercado de produtos de limpeza doméstica fabricados com ingredientes naturais e vendidos em embalagens mais sustentáveis começa a se expandir.

Para fugir de petroquímicos nos ingredientes e do uso excessivo de plástico, pequenos empreendedores criaram fórmulas com bases vegetais, óleos essenciais e recipientes feitos a partir de materiais retirados de áreas litorâneas.

Marcelo Ebert, diretor-executivo da Yvy, na sede da empresa, em São Paulo

É o caso da Yvy, criada no ano passado. Ao levantar os principais problemas no setor, Marcelo Ebert, diretor-executivo da empresa, percebeu que lidar com as embalagens era tão importante quanto com a fórmula dos produtos.

A solução foi criar cápsulas com ativos hiperconcentrados, diluídas pelo consumidor em borrifadores não descartáveis —uma economia de dois terços de plástico em comparação com produtos convencionais.

A Yvy funciona como um clube de assinatura e envia kits para a casa dos clientes. Cresce 20% ao mês desde janeiro deste ano e a perspectiva é passar de mil assinantes até dezembro.

Os kits têm até cinco itens: lava-roupas, limpeza pesada, banheiro, lava-louças e um multiúso. O líder de vendas é o PP (R$ 62,89 por mês), indicado para quem mora sozinho.

Fundada em 2016, a Positiv.a, foca em economia circular, permacultura e causas de bem-estar animal, de acordo com Alex Seibel, um dos sócios da empresa.

Os produtos são biodegradáveis, hipoalergênicos e ecológicos. Nas embalagens, a Positiv.a usa plástico recolhido das praias de Santos. No último ano, faturou R$ 2 milhões, e a expectativa é chegar a R$ 5 milhões em 2019.

Segundo Becky Weitzein, diretora da Biowash, uma das pioneiras desse mercado, a busca por produtos sem sintéticos e que impactem menos o meio ambiente tem tomado corpo de cinco anos para cá.

Criada em 1981, surgiu como opção de produto concentrado, com o objetivo de diminuir o consumo de água. Em 1994, lançou o primeiro item livre de petroquímicos e hoje tem um catálogo com 19 produtos de tamanho padrão e dez vendidos em galões.

A marca atende dois tipos de público: os alérgicos aos produtos convencionais e os interessados em sustentabilidade. “São pessoas que já estão nesse caminho e veem que a limpeza também precisa ser olhada”, diz Weitzein.

Hoje, os consumidores estão mais questionadores sobre a composição dos produtos que usam, diz Bruno Cimino, diretor da Bioz Green.

Os itens da marca não levam petroquímicos e são feitos sempre com bases vegetais, entre elas o óleo de coco.

Como a Biowash, a marca, que desde 2004 vende para empresas, lançou uma linha de varejo em 2014. O faturamento, diz Cimino, dobra todos os anos desde então.

 

Fonte: Folha 21.09.19

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