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Household InnovationDestaques Empresas & NegóciosSoftys compra a paranaense Sepac por R$ 1,3 bilhão

Softys compra a paranaense Sepac por R$ 1,3 bilhão

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A Softys, braço de produção e comercialização de produtos tissue (papéis para fins sanitários) e de cuidado pessoal da chilena Empresas CMPC, anunciou nesta terça-feira a compra da paranaense Sepac (Serrados e Pasta de Celulose), uma das maiores fabricantes de papel higiênico e tissue do país, por R$ 1,3 bilhão (cerca de US$ 332 milhões).

A operação, que ainda está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores, consolida a CMPC como maior operadora na indústria de tissue no Brasil. O grupo chileno, que também produz celulose no país, comprou em 2009 a Melhoramentos Papéis. Desde então, já investiu mais de R$ 1 bilhão nesse negócio.

A Sepac tem mais de 40 anos de história e foi fundada no município de Mallet, sul do Paraná, pelo empresário João Ferreira Dias. A empresa é dona das marcas Duetto, Paloma, Stylus e Maxim — a CMPC, por sua vez, tem as marcas Elite e Sublime.

A fábrica da Sepac tem capacidade de produção anual de 135 mil toneladas de tissue, com seis máquinas de papel, 17 linhas de conversão e uma linha de fraldas com capacidade para 175 milhões de unidades por ano. Neste ano, as vendas devem alcançar US$ 200 milhões.

Já a Softys tem capacidade instalada de 145 mil toneladas de tissue por ano no Estado de São Paulo. Integrada à operação da Sepac, alcançará 280 mil toneladas por ano, assumindo a posição de maior produtora de tissue do Brasil.

“Trata-se de uma operação muito relevante e coerente com o nosso objetivo de crescer nos mercados com alto potencial de desenvolvimento para o negócio de tissue, como é o caso do Brasil”, disse em nota o presidente do grupo CMPC, Francisco Ruiz-Tagle.

Na quinta-feira, em encontro com jornalistas brasileiros no Chile, Ruiz-Tagle indicou que a companhia chilena tem planos de ampliar presença no Brasil e que olhou ativos em tissue e embalagens de papelão ondulado que foram colocados à venda.

Em abril, o Valor informou que grandes produtores estrangeiros de celulose e papel estavam em busca de ativos de tissue no país, entre os quais a CMPC, a sueca Essity, que nasceu em 2017 de uma cisão da Svenska Cellulosa Aktiebolaget (SCA), e a indonésia Asia Pulp & Paper (APP).

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 06.08.19

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