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Anvisa: Nota sobre estruturas de desinfecção de pessoas

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Saneantes utilizados nessas estruturas podem produzir importantes efeitos adversos à saúde, como reações alérgicas, irritação na pele, no nariz, na garganta e no trato respiratório, bronquite, entre outros.

A Anvisa publicou, nesta quinta-feira (7/5), a Nota Técnica 38/2020, com informações sobre estruturas (câmaras, cabines ou túneis) para desinfecção de pessoas. De acordo com o material, a Agência não encontrou evidências científicas, até o momento, de que o uso dessas estruturas seja eficaz no combate ao novo coronavírus.

Mais do que isso, o uso dessas estruturas pode produzir importantes efeitos adversos à saúde, já que os produtos químicos supostamente utilizados nesses procedimentos, com exceção do ozônio, foram aprovados pela Anvisa para desinfecção exclusiva de superfícies, não de seres humanos. Dentre os possíveis efeitos adversos estão: reações alérgicas, irritação na pele, no nariz, na garganta e no trato respiratório, bronquite, entre outros.

Outro ponto destacado pela Agência é que tecnicamente a duração do procedimento, entre 20 e 30 segundos, não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção. A Anvisa reforça ainda que esse procedimento não inativa o vírus dentro do corpo humano.

Serviços de saúde

Nota Técnica 38/2020 também trata da prática de alguns hospitais de borrifar substâncias químicas para desinfecção dos trabalhadores da saúde ao término da sua jornada de trabalho, da mesma forma que ocorre na entrada e saída de laboratórios de alto nível de biossegurança. Essa prática tem sido adotada para a descontaminação da paramentação contaminada após o atendimento dos pacientes com Covid-19.

A  Anvisa esclarece que a metodologia atual para sair do laboratório de alto nível de contenção (nível de biossegurança 4) exige que o pessoal do laboratório descontamine suas roupas de pressão positiva por meio de “lavagem mecânica” durante uma ducha de produtos químicos e água por cinco minutos. Entretanto, a borrifação de produtos químicos na saída do serviço de saúde não envolveria a fricção mecânica utilizada nos laboratórios de alto nível de contenção.

Além disso, ao contrário das roupas utilizadas nos laboratórios de alto nível de contenção, a paramentação utilizada normalmente pelos profissionais de saúde não é hermética, ou seja, completamente fechada. Em geral, o material utilizado é leve, não resistente a líquidos, possibilitando o contato do produto químico com a pele e, em algumas ocasiões, com os olhos, elevando o risco de reações adversas.

Por isso, a Agência orienta que, caso a roupa e os equipamentos de proteção individual (EPIs) possam efetivamente evitar o contato do produto químico com a pele e as mucosas do profissional e exista compatibilidade da substância química com os materiais usados na paramentação, as estruturas para desinfecção podem ser utilizadas. Essa prática, porém, não deverá substituir a recomendação de que, após o uso dos EPIs, estes devem ser retirados cuidadosamente, mediante protocolo definido e amplamente divulgado para os profissionais de saúde, para posteriormente ser feita a adequada higienização pessoal (banho) e troca de roupas.

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