Visit Us On TwitterVisit Us On FacebookVisit Us On LinkedinVisit Us On Instagram
Household InnovationÚltimas notícias Portal Household Innovation

Marcas que inovam recuperam mais rapidamente da crise

  • Written by:

Para muitos, o único objetivo, neste momento, é sobreviver.

Contudo, alerta a Kantar, em tempos de crise, os negócios muitas vezes falham na tomada de decisão estratégica, sacrificando o sucesso em longo prazo para assegurar os ganhos imediatos. Dados da BrandZ mostram que  a cotação das ações das 20 marcas mais inovadoras cresceu 246% após a crise financeira de 2008, quase o dobro da taxa do índice S&P 500.

Analisando a recuperação pós-pandemia, a Kantar sublinha que a inovação é ainda mais relevante. Mas marcas que continuam a fazê-lo com uma visão de longo prazo terão um melhor desempenho que as que não inovam.

O Barómetro COVID-19 da Kantar confirma que as atitudes e comportamentos das pessoas estão a mudar para se adaptarem ao novo ritmo de vida, o que se está a refletir nas suas escolhas. Para além de reforçarem as medidas de higiene, as pessoas estão dispostas a comer melhor, a passar tempo de qualidade em família e a focar-se mais no seu desenvolvimento pessoal.

O barómetro também indica que os países onde as medidas de isolamento ainda persistem, 31% começa a apreciar os novos comportamentos e hábitos. “É difícil prever exatamente como o futuro será, mas mais de metade das pessoas em todo o mundo (52%) acredita que irão manter os comportamentos adquiridos durante a isolamento no pós-Covid. Portanto, os negócios deverão compreender como as necessidades, comportamentos e atitudes irão evoluir”, sustenta a Kantar.

Tempo de inovar

Os produtos e serviços já existentes e as inovações têm de antecipar e ir ao encontro destes estilos de vida em mudança, respondendo às tensões e aspirações dos consumidores.

Compreender onde e como as novas oportunidades estão a emergir permite às marcas realinhar o seu pipeline de inovação. “A estratégia com provas dadas para lidar com as crises econômicas é a de investir mais, não menos, pelo que a disrupção no mercado será uma oportunidade que não deve ser desperdiçada”.

Os paradigmas modernos indicam que as marcas devem inovar muito e rápido. A quantidade e a velocidade poderão ser fatores importantes, mas a inovação deverá ser, antes de tudo, precisa. A agilidade será, no entender da Kantar, um fator de sucesso no pós-Covid.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Grande Consumo 07.07.2020

RB e Rappi: sem venda direta ao consumidor e sem prejudicar o varejo com ofertas

  • Written by:

É assim que as duas empresas cresceram 4 vezes neste ano em itens da Reckitt, que sempre saem do estoque de algum varejista parceiro do aplicativo.

A Reckitt Benckiser aumentou as vendas de seus produtos feitas no Rappi em sete vezes no ano passado. Em 2020, a alta já alcançou 4 vezes. Os números, de fato, impressionam. Mas você pode se perguntar o que ganha com isso. Segundo a fabricante e o Rappi, muito. Tudo o que é vendido pela indústria no aplicativo sai de algum varejo parceiro. Além disso, na plataforma, há produtos com boa procura que costumam ter um desempenho tímido nas lojas físicas. E mais: as ofertas, quando acontecem, não costumam prejudicar as redes que aderiram ao Rappi.

Raphael Daolio, head de brands do Rappi no Brasil

“O nosso consumidor é, em geral, diferente daquele que vai às lojas físicas ou compra no e-commerce do próprio varejista. Para se ter uma ideia, há casos de redes em que 50% das vendas pelo nosso aplicativo são de novos clientes”, explica Raphael Daolio, head de brands do Rappi no Brasil. Ele acrescenta que, como a entrega é feita rapidamente – há casos em que chega em 30 minutos a uma hora –, boa parte das compras são emergenciais, referindo-se a algum produto que faltou naquele momento em casa. Presente em cerca de 60 cidades do País, a empresa conta com um serviço premium de última milha, que custa entre R$ 20 e R$ 30 e cujos participantes compram de 4 a 5 vezes por semana no aplicativo. “Dois pedidos já pagam a adesão ao programa”, calcula o executivo.

O trabalho em parceria com a Reckitt Benckiser (RB) começou há cerca de dois anos e consiste na realização de ações de vendas mais dirigidas e precisas a partir de segmentações dos dados acumulados pela plataforma. Recentemente, por exemplo, foi definido que o recém-lançado Lysol seria oferecido a mulheres com filhos que fazem compras pelo Rappi, por estarem preocupadas em preservar a saúde da família nesse momento de pandemia.

Daniel Domingues, head de e-commerce da RB Hygiene Comercial

As iniciativas, contudo, podem ser ainda mais segmentadas. “Descobrimos que a maior concentração de compras de Vanish era de quarta-feira das 9h às 12h e passamos a ofertar o produto nesse dia da semana, na parte da manhã, dentro do aplicativo”, conta Daniel Domingues, head de e-commerce da RB Hygiene Comercial. A mesma lógica foi aplicada a produtos como Passe Bem, que facilita ao consumidor passar a roupa, e Finish, detergente de máquina de lavar louça. Ambos têm um desempenho no Rappi muito melhor do que nas lojas físicas.

“Isso significa que, com essa parceria, trazemos um incremento do tíquete médio para o varejo de produtos de maior valor”, diz o executivo da Reckitt. A marca Passe Bem, por exemplo, é o 5º item da companhia mais vendido no Rappi, enquanto no supermercado físico ocupa a 82ª colocação. Da mesma forma, dos cinco SKUs da fabricante mais comercializados dentro da plataforma, três são versões de Finish.

Domingues explica que a venda é sempre feita por meio de um varejista e não diretamente ao consumidor final. E que, quando uma oferta é acordada com o Rappi, o supermercado que não adere àquele valor recebe o equivalente ao seu preço cheio. “Ou seja, a indústria arca com essa diferença”, ressalta.

A compensação vem da precisão das ações realizadas, que chegam ao público correto e interessado nelas, gerando bons resultados. Embora seja a base do trabalho, os dados não são compartilhados com os parceiros do Rappi por uma questão de proteção de dados do consumidor. Segundo Daoli, do Rappi, há alguns casos em que as compras pelo aplicativo são integradas com o programa de fidelidade do varejista.

Para a Reckitt, o modelo de trabalho conjunto com o aplicativo tem se mostrado interessante, já que a companhia não pretende ter seu próprio e-commerce. “Isso exige um investimento muito grande. E a parceria que firmamos com o Rappi tem trazido crescimento e velocidade”, avalia Domigues, da RB. Ele conclui acrescentando que a expectativa da companhia é de que, até 2025, 1/3 das suas vendas sejam feitas por canais digitais em termos globais.

 

 

 

 

 

Fonte: SA Varejo 09.07.2020

Amazon venderá itens de supermercados por assinatura no Brasil

  • Written by:

Entrada da gigante varejista amplia disputa on-line no segmento na esteira do avanço de concorrentes como Magazine Luiza e B2W no período de isolamento social

A Amazon anunciou hoje o lançamento no Brasil de um programa de compra recorrente de itens de supermercados, como limpeza, alimentos, higiene e bebidas. O movimento intensifica a competição na venda on-line no segmento de supermercados após o início da pandemia no país. Desde o começo do isolamento social, houve um aumento no volume desses produtos à venda nos sites de empresas como Magazine Luiza e B2W (Americanas.com, Submarino), rivais diretas da Amazon.

O cliente pode se cadastrar a partir de hoje no site da empresa, na aba “Programe e Poupe”, e receber desconto de 10% nos pedidos dos itens que fazem parte do programa de assinatura. A primeira entrega é paga. Há frete grátis a partir da segunda entrega. O consumidor agenda as entregas, em intervalos que podem ser mensais a semestrais, e a Amazon faz os envios automaticamente. O programa lançado inclui produtos de empresas como L’Oreal, Nestlé, Procter & Gamble e Reckitt Benckiser, entre outras.

Clientes inscritos no programa Amazon Prime não pagam o frete da primeira entrega e podem ter descontos de até 15% em itens selecionados para bebês e crianças. No comunicado ao mercado, a empresa não informa se há impacto na rentabilidade dessas categorias com a iniciativa e como isso seria absorvido — se os custos comerciais serão divididos junto à indústria fornecedora ou absorvidos pela Amazon.

Produtos desses segmentos têm margens de lucro baixas, inferiores a de outros itens como eletrônicos e eletrodomésticos.

Operações de comércio eletrônico no país ainda exigem altos investimentos e a maioria opera no prejuízo, segundo consultores da área. A Amazon não informa os seus números no Brasil.

No país, há alguns sites de venda de itens de supermercados, como o Shopper, que já oferecem esse sistema de compra e entrega, mas com frete grátis acima de determinado valor.

Desde 2019, a Amazon acelerou o anúncio de ações no país, como o lançamento do Amazon Prime e a venda por shopping virtual (“marketplace”) de novas categorias de produtos, mas o Brasil tem importância pequena dentro do portfólio global do grupo americano.

Neste ano, o Magazine Luiza aumentou o número de empresas que vendem itens de supermercado em seu site e aplicativo e tornou a área um dos focos da operação. A B2W, dona da Americanas.com e do Submarino, comprou nesse ano a Supermercados Now, plataforma de venda e entrega de mercadorias de varejistas parceiras da empresa.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico 07.07.2020