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Household InnovationDestaques Empresas & NegóciosEntrevista exclusiva: ‘Está na hora de puxar uma grande transformação no setor’, diz Juliana Marra, da Unilever
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Entrevista exclusiva: ‘Está na hora de puxar uma grande transformação no setor’, diz Juliana Marra, da Unilever

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Gerente sênior de relações institucionais e governamentais fala sobre o futuro que a companhia persegue

Por Estela Mendonça

Presente em 100% dos lares brasileiros, a Unilever sabe o tamanho de sua responsabilidade em liderar as transformações na produção e consumo de bens de consumo. “Queremos que, ao comprar nossos produtos, os consumidores façam parte de uma mudança sistêmica, significativa e real em prol de um futuro mais limpo e seguro para o meio ambiente e, consequentemente, para a sociedade”, afirma Juliana Marra, gerente sênior de relações institucionais e governamentais, em entrevista exclusiva ao portal Household Innovation. Confira.

– Como alinhar eficiência com biodegradabilidade e menor impacto no meio ambiente?

Esse é um dos grandes desafios da atualidade e para diversos segmentos. Acreditamos que os consumidores não precisam escolher entre um produto de alta qualidade e um produto que seja sustentável, ele pode – e deve – ter os dois. As empresas têm papel fundamental em promover mudanças positivas na sociedade e, para uma companhia como a Unilever, com marcas e produtos que chegam a milhões de lares em todo o mundo – estamos em 10 de cada 10 lares no Brasil -, essa responsabilidade é ainda maior. Por isso, queremos sempre entregar soluções de alta eficácia que facilitem a vida dos consumidores, ao mesmo tempo em que contribuam para um futuro melhor e um planeta mais sustentável. Queremos que, ao comprar nossos produtos, os consumidores façam parte de uma mudança sistêmica, significativa e real em prol de um futuro mais limpo e seguro para o meio ambiente e consequentemente para a sociedade.

A Unilever mantém a busca constante por ingredientes que não prejudiquem o meio ambiente e consigam manter o máximo de eficiência. Essa é a premissa do programa Futuro Limpo, uma estratégia de inovação desenvolvida para mudar radicalmente a forma como criamos, fabricamos e embalamos nossos produtos de limpeza e lavanderia. Ela é única em termos de ambição em incorporar os princípios da economia circular nas embalagens e nas formulações, ou seja, reduzir-reutilizar-reciclar, em vez de extrair-produzir-descartar. No centro dessa estratégia, há uma nova ambição: substituir todo o carbono derivado de combustíveis fósseis nas fórmulas dos produtos de limpeza e de lavanderia da Unilever por carbono renovável ou reciclado até 2030. O “Futuro Limpo” transformará a sustentabilidade de nossas marcas globais e representa um grande passo em direção ao nosso compromisso de atingir emissões líquidas zero em nossos produtos até 2039. Assim, cada vez mais, o consumidor vai entendendo o seu poder de ajudar a melhorar o futuro por meio da escolha de um simples produto.

Em OMO, por exemplo, a maior parte do portfólio é feita com 90% de ingredientes biodegradáveis (ou mais), e nosso próximo passo é substituir os ingredientes que não têm altos níveis de biodegradabilidade por outros que se decompõem com mais facilidade. E continuaremos nesta toada em busca de mais e mais aprimoramentos.

– Qual seria o grau de biodegradabilidade ideal para a Unilever? É possível alcançar em curto prazo? 

Não vamos parar de trabalhar nisso até que o número seja 100%. E esta é uma jornada que requer pesquisa, desenvolvimento e inovação com planejamentos que alcançam o curto, médio e longo prazos, além de envolver diversos atores do mercado.

Temos conquistado resultados relevantes nas iniciativas propostas em ESG como um todo, mas sabemos que temos muito a fazer e queremos ir além. Por isso, lançamos, em março de 2021, nossa nova estratégia de negócios, o Unilever Compass, com grandes metas divididas em três pilares prioritários para a companhia e que se complementam: Melhorar a saúde do planeta; Melhorar a saúde, a confiança e o bem-estar das pessoas; Contribuir para um mundo mais justo e socialmente inclusivo. Com ele, levamos nossos compromissos ambientais para outro patamar, visando entregar uma performance superior, impulsionar um crescimento responsável e sustentável.

“…ainda precisamos repensar mais a forma como projetamos e embalamos os produtos”

– A Unilever está testando um frasco de papel para lava-roupas líquidos. Quando será lançado no país e por que escolheu o Brasil para testar o produto?

Como trouxemos acima, é importante dizer que, hoje, OMO já possui garrafas plásticas 100% recicláveis, com cerca de 35% de plástico reciclado (PCR) em sua composição e 100% em suas tampas. OMO para Diluir, por exemplo, já tem 50% de PCR em sua composição, além de usar 72% menos plástico comparado a uma garrafa de 3L. Mas há também uma jornada para a redução do uso de qualquer tipo de plástico que envolve o projeto-piloto para nossa primeira embalagem feita à base de papel. Esse formato inédito da companhia utiliza uma nova tecnologia desenvolvida em parceria com o consórcio Pulpex, que reúne outras empresas do setor, como a Diageo e Pilot Lite.

A garrafa é feita de celulose, que possui origem sustentável, e foi projetada para ser reciclada junto com os outros resíduos de papel dentro da cadeia de reciclagem. Internamente, possui um material patenteado pela companhia que repele a água e permite que o conteúdo retenha produtos líquidos como detergente para roupas, xampu e outros itens que possuam ingredientes ativos. A expectativa é que a embalagem chegue ao Brasil no primeiro semestre de 2022 em edição especial e depois tenha a distribuição estendida para a Europa e outros países.

Lançamento de garrafa feita de celulose está prevista para 2022

Entendemos que estamos no caminho certo para lidar com o uso excessivo de plástico e que ainda precisamos repensar mais a forma como projetamos e embalamos os produtos. Isso requer uma mudança drástica que só pode ser alcançada por meio da colaboração de todo o setor e confiamos que a tecnologia de garrafas à base de papel Pulpex é um passo extremamente significativo nessa direção.

Nesse sentido, é importante mencionar outro movimento essencial da Unilever para acelerar e evoluir na agenda do plástico, que é a adoção, como diretriz, do conceito “Menos Plástico, Melhor Plástico, Nenhum Plástico”. Quando falamos em “menos plástico”, significa que estamos investindo em inovação para explorar novos formatos de embalagens e produtos. Um exemplo é o desenvolvimento de fórmulas mais concentradas, com a mesma performance e menor impacto no meio ambiente. A nossa missão é ter um portfólio – o que inclui nossas embalagens – que seja bom para as pessoas e para o planeta ao mesmo tempo.

Com “melhor plástico” almejamos ter um percentual cada vez maior de resina reciclada pós-consumo na composição dos nossos frascos e mais plástico verde. Algumas de nossas marcas no Brasil já entregam esse compromisso, como Sétima Geração e Love Beauty and Planet que utilizam 100% PET e plástico verde proveniente da cana de açúcar.

E por último, com a abordagem “nenhum plástico” estamos revisitando nosso portfólio, com pesquisa e desenvolvimento, para trazer ao consumidor opções de produtos em refil, produtos concentrados e produtos nus, que não requerem embalagens, como xampus em barra, por exemplo. Como resultado desses esforços no Brasil, quase 100% das marcas que utilizam embalagens rígidas já contam com a inclusão de algum percentual de resina reciclada pós-consumo (PCR). Quando implantamos mudanças como essa, a redução do impacto ambiental é enorme.

“A Unilever entende que está na hora de puxar uma grande transformação em cadeia de todo setor”

– Quais os principais ganhos com a substituição da embalagem?

Os ganhos são muitos. A Unilever entende que está na hora de puxar uma grande transformação em cadeia de todo o setor, mostrando que é possível produzir itens de forma mais sustentável, contribuindo para um futuro mais limpo e seguro para todos, sem perder o poder de limpeza. Por isso, temos feito transformações nas marcas para trazer mais sustentabilidade para os mercados em que atuam. O nosso objetivo é reduzir cada vez mais o plástico utilizado na produção dos produtos.

A Pulpex, por exemplo, estima que sua tecnologia resulte em uma pegada de carbono aproximadamente 30% menor do que o PET garrafa a garrafa. A embalagem de plástico também está fortemente ligada à questão dos resíduos de plástico em nosso meio ambiente, por isso estamos explorando alternativas ao plástico, trabalhando em inovações para usar melhor e menos plástico, além de ajudar a coletar e processar mais embalagens de plástico do que vendemos.

Além de OMO, TRESemmè é outro exemplo de marca que foi pioneira ao relançar todos os xampus, condicionadores, cremes para pentear e cremes de tratamento em frascos feitos com plástico 100% reciclado e reciclável, comunicando a mudança para os consumidores direto nas embalagens. No Brasil, a jornada de redução do plástico de TRESemmè começou em 2018, quando foram lançadas as garrafas mais leves do mercado, feitas com 20% menos plástico do que as versões anteriores. No mesmo ano, a marca também lançou seus Super Condicionadores com tubos feitos inteiramente de plástico obtido de fontes renováveis. Além disso, podemos citar fórmulas concentradas como de CIF eco-refil, que eliminou 75% do plástico utilizado para embalagens, além de estações de recarga de xampu como a de Love Beauty and Planet que testamos no Brasil no final do ano passado, com o objetivo de diminuir o uso do plástico.

CIf eco-refil eliminou 75% do plástico utilizado para embalagens

Todas essas mudanças estão em linha com nosso plano de sustentabilidade, o Compass, que mencionamos anteriormente. Com ele, nossos compromissos nessa agenda vão além, até 2025, temos o comprometimento de garantir que 100% de nossas embalagens plásticas sejam totalmente reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis; aumentar o uso de material plástico reciclado pós-consumo em nossas embalagens para pelo menos 25%; reduzir pela metade a quantidade de plástico virgem que usamos em nossas embalagens e alcançar uma redução absoluta de mais de 100 mil toneladas no uso de plástico.

“O lugar do plástico é na economia, não no meio ambiente”

– Quais os principais obstáculos para sua implantação? Custo ou fornecedores estão entre eles?

O nosso principal desafio tem sido desenvolver embalagens mais sustentáveis que mantenham a qualidade já tão conhecida pelos consumidores, mas de forma que ao utilizar este produto, o consumidor não esteja gerando impacto negativo para o meio ambiente.

Quando falamos especialmente de economia circular e vida útil das embalagens, encontramos diversos obstáculos. A questão é complexa e envolve diferentes atores sociais. A falta de coleta seletiva, a baixa disponibilidade de resina pós-consumo para compra, e os altos preços desses materiais vs. resina virgem são questões que se colocam contra a aceleração da economia circular do plástico.

Sabemos que ainda há muito a ser feito e os desafios são inúmeros, mas precisamos incentivar o mercado brasileiro a migrar para a economia circular por um futuro mais limpo para todos nós. O lugar do plástico é na economia, não no meio ambiente.

“É nosso dever parar de bombear carbono do subsolo da terra, quando há abundância desse recurso no solo e acima dele”

– Como a Unilever está agindo para melhorar as formulações químicas dos seus produtos de limpeza?

O planeta é a casa que compartilhamos e temos a responsabilidade de protegê-lo. Por isso, entendemos que é hora de eliminar os combustíveis fósseis como fonte de energia e como fonte de carbono nos produtos químicos que facilitam nosso dia a dia. O mundo caminha para eliminar o carbono da energia, migrando para a energia renovável.

É o momento de combater as emissões de carbono escondidas em produtos químicos cotidianos, fazendo a transição para fontes renováveis de carbono. Produtos químicos fabricados a partir de combustíveis fósseis representam 12% da demanda global de petróleo, respondem por mais de 1/3 do crescimento da demanda até 2030, e quase 50% até 2050 (Fonte: International Energy Agency). A solução é diversificar as fontes de carbono, eliminando os combustíveis fósseis para crescer dentro dos limites do nosso planeta.

O nosso programa Futuro Limpo reflete a visão de transformar radicalmente os nossos negócios. É nosso dever parar de bombear carbono do subsolo da terra, quando há abundância desse recurso no solo e acima dele. Só teremos que aprender a utilizar o carbono dessas fontes em ampla escala. Como indústria, precisamos acabar com a dependência dos combustíveis fósseis, inclusive como matéria-prima nos nossos produtos. No centro da estratégia do programa Futuro Limpo está o modelo Carbon Rainbow™, nossa nova abordagem de diversificação das fontes de carbono usado nas formulações dos nossos produtos de limpeza e de lavanderia. Fontes fósseis não-renováveis de carbono (identificadas como carbono negro) serão substituídas por CO2 capturado (carbono roxo), plantas e fontes biológicas (carbono verde), fontes marinhas como algas (carbono azul) e carbono recuperado de resíduos (carbono cinza). Acreditamos que o Carbon Rainbow ™, por si só, pode nos ajudar a reduzir em até 20% as emissões de carbono das nossas formulações.

– A Unilever pretende lançar no Brasil projetos de recarga de embalagens de produtos de limpeza como já acontece em outros países?

Unilever, globalmente, está em constante desenvolvimento e em busca de inovações, construindo um mix de iniciativas que visa encontrar as melhores alternativas para, em seguida, aplicar as mudanças em grande escala. Iniciativas de recarga já estão em teste em outros países.

Temos equipes internas dedicadas para construir experiência, testar diferentes abordagens e aumentar a escala de pilotos de sucesso, inclusive na área de recargas. Por exemplo, no Chile, fizemos uma parceria com a Algramo, uma empresa social, para entregar um modelo de refil diretamente aos consumidores em casa. Desde o início da parceria, foram economizadas 3 toneladas de embalagens plásticas, com uma taxa de repetição de compra de 60% à medida que os consumidores mudam para o modelo de refil. Agora estamos trabalhando ativamente para expandir essa parceria e implementação em outros mercados.

Aqui no Brasil, tivemos estações de recarga de xampu como a de Love Beauty and Planet que testamos no Brasil no final do ano passado, com o objetivo de diminuir o uso do plástico.

“…estamos em busca de oportunidades para usar novas enzimas que nos permitam ter produtos ainda mais concentrados”

– A Unilever está investindo no desenvolvimento de novas enzimas. O que isto pode significar nos produtos do futuro?

Em OMO, as enzimas que usamos são de origem natural e biodegradáveis e estamos em busca de oportunidades para usar novas enzimas que nos permitam ter produtos ainda mais concentrados. Assim, conseguiremos diminuir nossas embalagens, isso significa menos plástico e menos poluição para transportá-los.

– Você poderia explicar como é a tecnologia do surfactante feito de emissões industriais de carbono em vez de combustíveis fósseis?

A Unilever vai substituir globalmente 100% do carbono derivado de combustíveis fósseis das fórmulas de seus produtos de limpeza e lavanderia por carbono obtido de fontes renováveis ou recicladas. Com investimento de 1 bilhão de euros em pesquisas e desenvolvimento, o programa visa transformar a sustentabilidade das nossas marcas globais de limpeza e lavanderia como OMO, Brilhante, Cif, Sétima Geração,  entre outras, dentro do programa Futuro Limpo, já detalhado anteriormente. Abaixo, separamos uma explicação mais aprofundada sobre o Carbon Rainbow™ e as iniciativas do programa Futuro Limpo para deixar mais claros os seus benefícios.

Há, por exemplo, projetos de pesquisa e de desenvolvimento em andamento, como “Carbono roxo”, para captura e utilização de carbono para produzir carbonato de sódio e outras substâncias químicas; “Carbono verde”, um surfactante ramnolipídeo derivado de biomassa terrestre; “Carbono cinza”, surfactante derivado de resíduos; “Biodegradabilidade”, com polímeros de limpeza biodegradáveis; e “Fórmulas de baixo carbono”, com ingredientes com eficiência de peso.

De acordo com o Carbon Rainbow™, a extração de carbono considerará o impacto ambiental e será monitorada pelos programas de extração sustentável da companhia para evitar processos desordenados do uso do solo. O mundo deve eliminar o uso dos combustíveis fósseis e fazer a transição para recursos renováveis, de menor impacto nos ecossistemas e que ajudam a restaurar a natureza. Diversificar as fontes de carbono é essencial para crescermos dentro dos limites do planeta. Os nossos fornecedores e parceiros de inovação desempenham um papel importantíssimo nessa transição. Ao compartilharmos o modelo Carbon Rainbow™, invocamos uma transformação no modo como usamos carbono em toda a economia.

“…vamos abrir novos caminhos para reduzir a pegada de carbono de algumas das maiores marcas de limpeza e lavanderia do mundo”

– Quando e como as formulações da Unilever ficarão livres de ingredientes fósseis?

Com o fim do uso de substâncias químicas derivadas de combustíveis fósseis nas fórmulas dos produtos, vamos abrir novos caminhos para reduzir a pegada de carbono de algumas das maiores marcas de limpeza e lavanderia do mundo. Esperamos que essa iniciativa sozinha reduza a pegada de carbono das fórmulas dos produtos em até 20%. Já para as emissões líquidas, a ideia é chegar a zero até 2039. Nossos compromissos também passam por reduzir pela metade o impacto dos gases do efeito estufa durante todo o ciclo de vida dos nossos produtos até 2030, zerar as emissões de gases do efeito estufa das nossas operações até 2030, tornar as fórmulas dos nossos produtos biodegradáveis até 2030, alcançar uma cadeia produtiva sem desmatamento até 2023 e reduzir pela metade o uso de plástico virgem, ajudar a coletar e processar mais plástico do que vendemos e garantir que todas as embalagens plásticas dos nossos produtos sejam reutilizáveis, recicláveis e compostáveis, usando pelo menos 25% de plástico reciclado nas embalagens até 2025.

– A Unilever conseguiu reduzir o consumo de água nas fábricas em mais de 50% na última década. Ainda dá para reduzir mais?

Em 2018, conseguimos antecipar a meta de redução em 40% da extração de água de nossa rede global de fábricas. A meta havia sido colocada para 2020, ano em que registramos uma diminuição de 49% no consumo de água por tonelada de produção nas fábricas em todo o mundo, superando o objetivo traçado em nosso plano de sustentabilidade. Nas fábricas do Brasil, para uma comparação mais próxima de nossa realidade, o resultado foi ainda melhor e esse percentual de economia chegou a 54% na última década.

Recentemente, assumimos novos compromissos mundiais de enfrentamento à escassez de água e conservação de recursos hídricos. As metas relativas à água, que tem como data limite o ano de 2030, visam transformar as fórmulas dos produtos para que sejam 100% biodegradáveis e ter 100% das fábricas da companhia com circularidade de água, o que significa reaproveitar a água das estações de tratamento de efluentes e não descartá-la em corpos hídricos.

Reduzir o consumo, reutilizar e conservar a água são prioridades em todas as unidades da Unilever e, por isso, há um trabalho cirúrgico para eliminar perdas ao longo de todo o processo de fabricação. Utilizamos medidores inteligentes que possibilitam localizar, de maneira rápida e digital, oportunidades de melhoria e eventuais vazamentos. Dessa forma, a gestão do recurso se torna ainda mais assertiva e acontece em tempo real. Além disso, em 2020, foi implantado o projeto “Water Squad”, no qual líderes de sustentabilidade de todas as fábricas trabalham em conjunto para estudar a matriz hídrica dos complexos fabris para propor ajustes e aprimoramentos.

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