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Inokem. Detergentes e desinfetantes anticovid em embalagens familiares

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Um purificador de ar para eliminar vírus em suspensão é uma das inovações da empresa de Vila Franca de Xira. Especializada no segmento industrial, lançou agora uma loja online a pensar no cliente doméstico e com soluções anti-covid

Especialista no fabrico de soluções de limpeza, higienização e desinfeção, com um grande foco nas matérias-primas biodegradáveis e nas soluções amigas do ambiente, a Inokem espera duplicar o volume de vendas no espaço de dois anos, à boleia da pandemia. A empresa de Vila Franca de Xira conta com uma linha de produtos específicos para evitar a propagação de SARS-CoV-2, o coronavírus que causa a covid, que vão desde a desinfeção de roupa e calçado aos espaços públicos. E “adaptou e melhorou” a fórmula de outros produtos que já tinha para a desinfeção de superfícies e para purificar o ar.

Com 13 anos de experiência no mercado, a Inokem é um projeto familiar na área da biotecnologia. Nasceu vocacionada para o desenvolvimento e comercialização de produtos químicos de manutenção industrial, para indústrias como a hotelaria, a restauração ou a construção civil, mas, a partir de 2008, passou a focar-se muito nos produtos de desinfeção, e que ganharam “maior expressão” com a pandemia da gripe A.

Continuou, então, muito focada na área industrial, mas com uma aposta crescente na área biológica, com o desenvolvimento de soluções com base enzimática e, por isso, mais amigas do ambiente. A chamada biorremediação, que permite a “digestão biológica” de gorduras em estações de tratamento de águas residuais e em sistemas de esgotos, e de digestão de hidrocarbonetos em tanques de retenção de lavagem nas bombas de gasolina, permitindo, assim, o tratamento da água e seu reaproveitamento.

Com a pandemia, a empresa de Vila Franca de Xira aproveitou o conhecimento que já tinha de anteriores coronavírus, como o MERS e o SARS, para lançar uma nova gama vocacionada para o combate à covid-19. Começou pela desinfeção de artigos têxteis a frio, com o Vircov Tex, que rapidamente foi adotado pela cadeia de lojas Ana Sousa.

“Percebemos que a desinfeção das roupas era um problema para o retalho, sobretudo em grandes cadeias. Não só porque a desinfeção com vapor é contraindicada em determinado tipo de tecidos, como as sedas, como gera uma logística complicada. O teste-piloto foi com a Ana Sousa, que rapidamente percebeu o potencial deste produto, que dispensa a necessidade de quarentena da roupa, que, 15 segundos depois, está pronta a ser exposta novamente”, diz o CEO da Inokem.

Pedro Santos Martins garante que “há grandes empresas internacionais” que querem adotar o Vircov Tex nas suas cadeias, mas que as medidas de confinamento decretadas, designadamente com os encerramentos às 13.00 e a proibição de deslocação entre concelhos em alguns fins de semana, vieram prejudicar o negócio. “Não têm clientes que justifiquem esta aposta para já”, garante.

Mas a empresa de Vila Franca de Xira tem, agora, um novo segmento de negócio, com a recente abertura da sua loja online. “Tínhamos muitos e-mails a pedir-nos o Vircov Tex para uso em casa, mas nós só tínhamos o produto disponível em bidons industriais. Acabámos a desenvolver embalagens de tamanho mais pequeno e uma loja online em tempo recorde”, explica Pedro Santos Martins. A plataforma foi pensada para o cliente doméstico, mas está a atrair, também, pequenas empresas e negócios que procuram embalagens de tamanho mais consentâneo com a sua dimensão. Um frasco de 250 ml, pensado para uso familiar, custa 15 euros e dá para 700 a mil pulverizações. Significa que cada uma custa, em média, 1,5 a dois cêntimos. E há embalagens de 1, 5 e 12 litros, bem como packages de 6x 250 ml.

Mas há uma infinidade de outros produtos à venda, como o Air Fresh, um desinfetante e purificador de ar, que “elimina vírus em suspensão”, com uma “eficácia garantia de duas a seis horas”. Um segundo de aplicação permite desinfetar uma sala de 30 metros quadrados. Ou um detergente de limpeza e desinfeção de superfícies, como o BioClean, indicado para todos os tipos de pavimentos, incluindo madeiras. Há soluções específicas para computadores e outros equipamentos informáticos, mas, também, sabonete desinfetante e álcool gel perfumado. Entre muitas outras soluções.

“Queremos mudar o paradigma de limpeza das casas. Se compramos a carne no talho e o champô e a pasta de dentes na farmácia, porque não havemos de comprar os produtos de limpeza a especialistas dessa área? Os nossos produtos são, obviamente, mais caros à partidas, mas são altamente concentrados, o que significa que cada balde para limpeza do chão acaba por ficar a 15 cêntimos. Os dos supermercados ficam muito mais caros e não são 100% biodegradáveis”, defende o empresário. Que garante ter já sido abordado para vender os seus artigos nos supermercados, mas que não pretende fazê-lo. “Queremos apostar no caminho da especialização”.

A empresa espera fechar 2020 com vendas acima de um milhão de euros, contra os 700 mil obtidos no ano passado, mas é sobretudo em 2021 que espera dar o grande salto. “Reforçámos a nossa equipa de marketing e operacional – passou de nove para 16 pessoas – para dar corpo à internacionalização da marca, em que queremos apostar em força para o ano. Temos tido abordagens de interessados em França, na Índia, em alguns países africanos, mas ainda não nos debruçámos a fundo sobre isso. Quisemos primeiro preparar-nos”, explica Pedro Santos Martins.

Além disso, 2021 será o ano do lançamento de uma gama de detergentes e desinfetantes em biocápsulas, enviada em caixas recicláveis, de modo a diminuir o uso de embalagens de plástico. Já a partir de janeiro, todas as encomendas serão expedidas com sacos biodegradáveis e recicláveis. O segmento industrial não é esquecido e será reforçado com o lançamento de produtos específicos em função das áreas de negócio. Com o crescimento das vendas online e a aposta na internacionalização, a Inokem espera, no próximo ano, faturar entre 1,3 a 1,5 milhões de euros.

 

 

 

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo 15.01.2021

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