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Household InnovationCiência & TecnologiaMolécula sintética da erva-de-gato é eficaz para repelir insetos
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Molécula sintética da erva-de-gato é eficaz para repelir insetos

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O ingrediente-chave da erva-de-gato, uma substância chamada nepetalactona, pode ser finalmente produzida de forma sintética em larga escala.

Esse produto químico é um repelente de insetos altamente eficaz, mas as plantas de erva-de-gato (Nepeta cataria) não produzem o suficiente para tornar sua produção comercialmente viável.

Repelentes de insetos eficazes podem ajudar a prevenir doenças graves, como dengue e malária. O repelente de mosquitos mais usado em todo o mundo hoje é o DEET. No entanto, algumas populações de mosquitos estão desenvolvendo resistência ao DEET, o que aumenta a necessidade da criação de alternativas.

Vários estudos já comprovaram que a nepetalactona é um repelente de insetos muito eficaz, com alguns mostrando que é até melhor do que o DEET, mas a produção em massa de uma versão barata não é viável usando a planta.

Agora, Vincent Martin e seus colegas da Universidade Concórdia (Canadá) adicionaram oito genes extras a uma cepa de levedura, incluindo algumas enzimas-chave da erva-de-gato, para criar uma via química para a produção de nepetalactona. “Ainda precisamos fazer algum trabalho para aumentar os níveis. Eu não acredito que seja um obstáculo difícil de superar”, diz Martin.

Na verdade, os pesquisadores já estão discutindo com empresas sobre o investimento necessário para desenvolver ainda mais a levedura geneticamente modificada e comercializar o processo.

Eles têm também outro probleminha mais prosaico para resolver. A erva-de-gato não tem esse nome à toa: além de repelir mosquitos e pernilongos, a nepetalactona atua como um atrativo irresistível para os gatos.

“Se você sair andando por aí com essa molécula em você, não haverá mosquitos, mas todos os gatos da vizinhança irão perseguir você? Para ser honesto, eu não sei,” disse Martin. “Isso certamente é algo que teremos que investigar”.

 

Fonte: Diário da Saúde, New Scientist  04.10.2021

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