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Startup fatura R$ 2,5 milhões com desodorante para roupa e spray anti-covid

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Renan Serrano, fundador da Visto.bio, divide sua rotina entre tocar a empresa criada em 2014 e ajudar outros empreendedores ao longo de suas jornadas

O ano de 2020 tinha tudo para marcar um novo momento da startup Visto.bio, empresa criada em 2014 pelo pesquisador em processos têxteis e bioquímica Renan Serrano.

Fundada com o propósito de mudar o mundo da moda com um spray que evita mau cheiro das roupas e descarta a necessidade da lavagem com água, a startup recebeu em janeiro de 2019 um aporte de R$ 1,2 milhão e se preparava para a expansão.

Mas aí veio a pandemia e o negócio, como de costume entre startups, teve que pivotar. Sem deixar de lado seu spray carro-chefe, a empresa viu uma oportunidade e lançou durante a pandemia um novo spray anti-covid, capaz de eliminar o vírus das roupas, da pele e do cabelo. Lançado em abril de 2020, o projeto foi premiado pela Singularity University, uma das mais importantes do Vale do Silício, no Pandemic Challenge, um desafio criado para buscar soluções contra o coronavírus.

O spray, feito a partir de uma combinação entre álcool e óleo de uma erva brasileira, recebeu a certificação da Anvisa e começou a ser vendido como antisséptico – com a proposta de ser menos prejudicial para a pele do que o álcool gel, por exemplo.

E o que parecia um ano dentro dos planos, tornou-se um período de desafios e novas entregas mas, ainda assim, de sucesso. “Percebemos que a dor do nosso consumidor tinha mudado, então olhamos para o nosso produto e repensamos a rota”, diz Serrano.

Hoje, a startup vende seus produtos somente no ambiente digital, com entrega para todo o Brasil. O “Programa Adeus, Desodorantes”, spray que tira o mau cheiro das roupas e rende até 400 aplicações e conta com consultas com dermatologistas, sai por R$ 199; já o antisséptico “Visto.bio Natural”, com 150 aplicações, sai por R$ 69.

O modelo de negócio deve mudar logo, visto que a startup já fechou parcerias com empresas como Kimberly-Clark e Philip Morris para formatar o negócio e levá-lo a pontos físicos de venda.

De fundador para fundador
Em 2020, a empresa faturou R$ 2,5 milhões. Segundo Serrano, o valor foi totalmente reinvestido no negócio, na contratação de pessoas e no desenvolvimento de pesquisas, além de apoiar startups parceiras. Isso porque o empreendedor acredita que os fundadores devem se ajudar.

De acordo com o empresário, duas startups foram investidas pela Visto.bio em 2020 – são aportes pequenos, de R$ 5 mil a R$ 10 mil. As empresas atendidas foram a Crop, focada em pesquisas para a produção de insumos que reduzam riscos associados às doenças crônicas; e a Flori.tech, startup de coleta inteligente de resíduos.

Apesar dos dois negócios serem da área da ciência, Serrano não limita as possibilidades de apoiar outros segmentos. “Se o nosso propósito é criar equilíbrio entre as pessoas e o planeta, isso envolve todas as áreas”, diz.

Além do dinheiro, o empreendedor tenta reservar parte de seu tempo – pelo menos uma hora por semana – para mentorar e trocar experiências com os outros fundadores. “De fato, é um desafio tocar família, mestrado e negócio, mas ainda sobra tempo para apoiar e ajudar outros empreendedores”, afirma Serrano.

Em 2021, ele espera fazer mais do que chama de “aceleração prática”, além de levar seus produtos para um público mais amplo. “Queremos investir em uma comunicação mais simples e oferecer o produto a um preço mais acessível. Estamos caminhando para isso.”

 

 

 

 

 

 

Fonte: Revista PEGN 02.03.2021

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