Soluções de baixa espuma otimizam a limpeza automatizada, reduzindo riscos e aumentando a eficiência das formulações
Na indústria de produtos de limpeza, a espuma frequentemente atende a exigências culturais do consumidor. Contudo, em aplicações técnicas e automatizadas, a sua presença é altamente prejudicial. O ar e a espuma em equipamentos com bombas de recirculação provocam cavitação, vibração e desgaste acelerado, podendo levar a quebras operacionais. Diante disso, o uso de detergentes de baixa espuma torna-se essencial para processos eficientes e seguros.
Estratégias de Formulação
Os formuladores dispõem de quatro caminhos principais para o desenvolvimento dessas soluções:
- Uso Exclusivo de Alcalinidade ou Acidez: Sistema mais simples, porém menos eficiente. São produtos altamente cáusticos e sem tecnologia, por isso exigem alta pressão e temperaturas elevadas para entregar performance, sendo muito comum em lava-louças profissionais.
- Tensoativos de Baixa Espuma: Utiliza moléculas específicas, como álcoois graxos EO/PO (etoxilados/propoxilados) e de cadeia curta (C6 a C10), associadas a coadjuvantes. Geralmente exigem o uso de hidrótopos para estabilização devido à baixa solubilidade, embora existam blends modernos que dispensam esse aditivo, como o Isogen SE32 da Macler.
- Associação de Corrosivos e Tensoativos: Combina alcalinizantes ou ácidos com tensoativos de baixa espuma. Apesar do custo do produto costumar ser mais elevado, esta abordagem oferece maior eficiência de limpeza, reduz os riscos operacionais e diminui o consumo de energia por demandar menor temperatura e pressão.
- Uso de Antiespumantes: Indicado como último recurso em formulações convencionais, sobretudo as cáusticas ou ácidas, devido ao risco de instabilidade química e ao custo adicional. No entanto, é indispensável em processos específicos onde há formação natural de sabão.
Aplicações Especializadas
- Detergentes Enzimáticos: Aplicados em cubas ultrassônicas, onde a espuma atua como amortecedor das ondas mecânicas. Utilizam combinações de enzimas e tensoativos de baixa espuma neutros, preservando os instrumentos e a atividade enzimática.
- Limpeza CIP (Clean in Place): Higienização automatizada em circuitos fechados de indústrias alimentícias e de bebidas. A etapa alcalina remove gorduras e proteínas (geralmente gerando sabão residual que exige antiespumante), enquanto a etapa ácida remove incrustações minerais, utilizando tensoativos que reduzem a tensão superficial e auxiliam na penetração do produto nas tubulações.

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